Sincericídio sexual

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Fala sério, você nunca viu um pau deste tamanho.” Acredite ou não isso foi dito a uma amiga, na primeira vez em que ela e esse moço cheio de autoestima tinham ido para a cama.

Veja só como é a vida. Eu vivo dizendo que a comunicação verbal é importante na hora do sexo para a maioria das mulheres. A gente quer saber se está agradando, mas só isso. Não é uma hora apropriada para dividir suas neuras, seu ego ou sua falta de educação. Guarde para o psicólogo ou para seus amigos.

Certa vez, eu lá no bem-bom, o fulano vira e fala: “Minha ex adorava quando eu fazia isso”. Que ex, meu amigo? Isso não é hora de falar de outra mulher. Muito menos de outra que até pouco tempo estava ali, provavelmente na mesma posição. De repente, me senti num ménage com uma fantasma.

Ex é um assunto delicado. Se você tem a necessidade de falar de seu passado, sem problema. Todo mundo tem um. Mas não seja ingênuo de achar que pode fazer comparações entre sua ex e a garota que você está comendo, ainda mais se for exatamente nessa hora.

Ouvi de várias amigas que muitos caras cometem esse tipo de sincericídio, mesmo que seja para dizer que a ex era mais gorda, menos bonita, não sabia fazer boquete. Ninguém quer se sentir numa competição.

Nem com a ex e muito menos com a mãe. “Você me lembra a minha mãe”, disse um cara para uma amiga no meio da transa. Pouco importa se você ama ou odeia sua progenitora. Lembrar da mãe num momento desse não pode ser boa coisa, é caso de psicanálise.

Uma reclamação clássica de muitas mulheres é em relação ao tipo de homem que goza e começa a perguntar: “Você já gozou?”. Amigo, certamente você notaria um orgasmo de um jeito ou de outro. Essa pressão desnecessária só vai trazer frustração aos dois lados e talvez fazer com que a garota finja para resolver logo a questão.

Se você cansou, se está arregando e acha que não vai dar conta, que tal encontrar outra forma de deixar a moça tão satisfeita quanto você? Não dá para fazer corpo mole nessas horas. Quer dizer, mais ou menos.

Também não é o momento de tecer comentários sobre idade e peso. “Você é gostosa, mas poderia emagrecer dois quilos”, “você é muito magra, deveria engordar um pouco”, “eu gosto de gordinhas”, “não se preocupe, também estou gordo”. Todas essas frases foram ditas a mulheres que conheço. Nenhuma gostou.

Não deveria ser novidade que esse tipo de assunto não termina bem. Tudo que a gente não precisa no momento em que estamos ali em sua frente, peladas, totalmente vulneráveis, é que você fale sobre algo que nos deixa ainda mais vulneráveis: nosso corpo e nosso peso. Dizer que gosta de gordinhas não é um elogio. Você está chamando de gorda uma mulher que talvez nem se veja dessa forma.

“Tão novinha e já sabe chupar gostoso” ou “tenho que parar de pegar garotinha, com mulher mais velha a gente não tem que ensinar as coisas”. Talvez não precise ensinar, mas aprender que esse tipo de comentário pode ser guardado para você ou para a mesa do bar com seus amigos.

E para completar, tem a categoria “sem noção”. Algumas garotas já ouviram as seguintes frases: “Estava tão bom que peidei”, “chupa meus peitinhos que vou te amamentar”, “me chama de papai”.

Nada contra as bizarrices do sexo. Cada um com suas taras. Mas vamos combinar o seguinte: algumas coisas dificilmente vão fazer sucesso se o sexo for casual. Você vai virar piada no dia seguinte nos grupos de WhatsApp. E falta de educação, nem com 20 anos de casado.

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2017 e ainda tem homem com nojinho de fazer sexo oral

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A primeira vez que comi sushi, lembro bem, foi uma das piores experiências da vida. Aquela coisa fria, inerte, com uma textura esquisita, sem falar no cheiro, ainda que discreto, de peixe cru. Detestei. Hoje, é uma das minhas comidas prediletas.

Conto isso porque fazer sexo oral é a mesma coisa. Acho difícil alguém dizer que achou o troço mais espetacular do mundo lamber as partes íntimas de uma pessoa. É natural que haja estranhamento. O que não é natural é gente sexualmente ativa que continua não gostando, não curtindo e, pior, não fazendo. E essa é uma das maiores reclamações das mulheres: homens que são mestres em dar um perdido e pular essa parte da brincadeira, sem mais nem menos.

Tem gente que acha tratar-se de um fenômeno dessa geração “leite com pera”, de meninos que fazem a sobrancelha, depilam o peito e tomam banho antes de transar, mas infelizmente a reclamação é antiga: muitos homens não gostam de fazer sexo oral. E não são poucos: 43% sentem-se “incomodados”. Como notícia ruim nunca vem sozinha, quatro em cada 10 caras simplesmente não se preocupam em retribuir o agrado à parceira. Que egoísmo.

Você pode achar que a moça não notou que ficou no vácuo, mas pode ter certeza de que ela percebeu, não esqueceu, anotou no caderninho e ainda contou para todas as amigas, entre um gole e outro de cerveja: aquele lá não gosta de buceta.

Primeiro, vamos à gravidade do problema: é nível altíssimo. Vocês já sabem que na vagina fica uma coisinha chamada clitóris, ignorada mesmo pela medicina até há pouco tempo. Acontece que aquele botãozinho é a única parte do corpo humano que tem como função única e exclusiva o prazer sexual. Só serve para isso, para mais nada. Imagine só.

O clitóris se enche de sangue e dobra de tamanho quando a mulher fica excitada. Na ponta da extremidade há uma confluência de oito mil terminações nervosas. Para você ter uma ideia, o seu pinto, que você acha que a coisa mais sensível do mundo, tem entre quatro e seis mil.

Por isso não dá para chegar, chegando, enfiando a mão. Por isso, a língua e a boca são perfeitos para explorar essa miniturbina sexual que as mulheres têm entre as pernas. Quanto mais você se dedica a essa parte da transa, mais a mocinha ficará excitada, molhada e perto de chegar ao orgasmo. Tem mais, quando a mulher goza, essa musculatura não relaxa imediatamente e essa é uma das razões que faz com que algumas tenham múltiplos orgasmos, se continuarem sendo estimuladas.

Imagine o que você pode estar perdendo. Ahh, mas eu uso as mãos. Não é a mesma coisa. A boca é quente, molhada e ainda vem com a língua que, bem treinada, faz toda tipo de malabarismo, que os dedos são incapazes.

Você já pode saber de tudo isso, mas ainda continuar cheio de neuras. Os motivos alegados entre os moços são quase engraçados. Medo de contrair DST, questões religiosas, falta de confiança na parceira. Tudo mentira, a gente sabe que vocês têm nojinho. Apenas alguns poucos admitiram, mas a realidade é essa, o problema tem a ver com gosto, cheiro e aparência da periquita. Engraçado que sexo anal todo mundo quer.

Vagina tem uma quantidade sem fim de formatos, como os pintos. Aquelas bucetinhas bonitinhas, depiladas, fechadinhas como botões de rosa, que você se acostumou a ver em revistas de mulher pelada, são quase todas filhas de Photoshop. E só ajudaram a deixar cada uma de nós acreditando que só a nossa é feia, esquisita e cabeluda.

Sobre o cheiro e sabor voltamos ao começo do texto. Tudo é uma questão de costume, ainda que eles variem de moça para a moça. Alguns homens dizem que o aroma de uma periquita saudável e bem cuidada é afrodisíaco. No Japão, vendem-se calcinhas usadas, em pacotinhos. Ninguém precisa chegar a esse nível de perversão. Mas um bom começo é dar uma segunda chance, uma terceira, uma quarta. Um dia, sem se dar conta, você estará se deliciando no meio das pernas das moças e elas vão dar o troco com gosto.

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A vida não é (ou não deveria ser) filme pornô

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Eu achava que ele só queria causar uma boa primeira impressão, mostrar habilidades. Mas lá pela terceira vez comecei a me incomodar com o que parecia uma maratona sexual. O repertório era vasto.

Tinha a sensação de que ele contava os movimentos, como numa ginástica aeróbica, antes de passar para a posição número sete. Quando eu começava a ficar animada, lá vinha o próximo contorcionismo. Porque não basta variar, tem que fazer a coreografia todinha do Cirque Du Soleil.

E ainda tinha o gran finale, acompanhado de grunhidos e urrinhos. No dia em que ele brincou de mangueirinha, espalhando esperma para todo lado, eu broxei, enquanto desviava e segurava a risada. Desisti antes que ele começasse a dar soquinhos no ar ou batesse no peito, tipo Tarzan.

É divertido, pode parecer excitante, as estrelas de filmes pornôs têm cara de que realmente gostam de toda aquela ação, mas a vida não é filme, e se tem um gênero que não tem nada a ver com a realidade é o de sacanagem.

Talvez você não faça o tipo contorcionista, mas não se dá conta de que filmes pornô acabam tendo influências nas expectativas que você leva para cama e no jeito que transa com alguém.

Para começar, encare a realidade. Mulheres comuns estão a léguas de distância das atrizes desse tipo de filme. Além de serem sempre magras e peitudas, elas não têm um único pelo no corpo a não ser na cabeça. “Meu namorado viciou na brazilian wax (tudo raspado) e quem sofre sou eu”, reclama uma amiga. “Ele diz que fica mais bonito.” Desde quando precisa ser bonito?

As moças do entretenimento também estão sempre animadas, sempre molhadas e sempre dispostas a tudo, mesmo com preliminares um tanto subestimadas e às vezes meio agressivas. Em 30 segundos de sexo oral a garota sempre tem um orgasmo – o primeiro de muitos. Na vida real, dá um trabalhão achar o clitóris, estimular a coisinha o tempo todo no lugar certo, sem que a parceira pareça um flanelinha: “mais para a direita, mais para a esquerda, mais rápido, meeeeenos…”

Você pode sentir o maior orgulho do seu pinto, mas não espere uma salva de palmas quando ficar pelado com uma ereção. No pornô quanto maior, melhor. A atriz olha e fala “nossa, como você é enorme, como você é grosso”. Pinto enorme e muito grosso não faz tanto sucesso com a maioria das mulheres. Sem falar que você corre o risco de encontrar alguém que não ache essa Coca-Cola toda. Sem falar que essa exibição não é excitante, é constrangedora.

Há várias outras coisas que parecem não apenas simples como prazerosas quando assistimos a um pornô.  Sexo anal, por exemplo. Atrizes fazem cara de quem ganhou um cartão de crédito ilimitado, quando na realidade tem mulher que não faria nem se fosse paga. Pode chamar de frescura, mas muitas não estão interessadas. Apenas uma em cada três vão experimentar sexo anal na vida e a maioria delas não repetirá a dose.

Outra fixação que muitos homens parecem ter, comum em qualquer filminho de sacanagem, é o momento do orgasmo. “Todos os caras com quem me relacionei vez ou outra pediam para gozar no meu rosto. Não sei qual é a graça”, disse uma leitora. A graça, segundo os especialistas, é a sensação de poder que o homem sente. Alguns compram motos barulhentas, outros querem gozar na cara das moças. Sugiro um psicólogo.

Para finalizar, um clássico dos pornôs e nas melhores casas de família, sexo oral com direito a “garganta profunda”. É divertido, desde que você não se empolgue, arranque os cabelos e quase mate a moça engasgada.

Eu sei, nem sempre é fácil achar equilíbrio entre o que você quer e o que as mulheres esperam. Lembre-se de que o gênero de filme que mais faz sucesso entre a maioria das meninas são as comédias românticas. Misture uma dose delas com um tanto de sacanagem e você certamente terá um enredo de sucesso.

 

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Com as de 40 é mais gostoso

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Se eu pudesse dar apenas um bom motivo para que você invista em mulheres com mais de 40 anos, seria o seguinte: quando você estiver lá, estiradão na cama, olhando para o teto, depois de gozar, ela nunca perguntará o que você está pensando. Por duas razões.

Primeiro porque ela sabe que você não está pensando em nada, apenas curtindo aquele momento pós-trepada. Segundo porque ela fará a mesma coisa. Pode ser que algumas tenham vontade de perguntar, mas não o farão porque nessa altura do campeonato elas ao menos já sabem que é em vão – se você estivesse pensando em algo que ela devesse saber, você falaria.

Mas há uma série de outros motivos para que você se relacione com uma mulher madura. Odeio essa palavra porque ela sempre teve uma conotação negativa. Parece que daqui em diante é só ladeira abaixo. Não é mais.

Maturidade hoje vem acompanhada de outros benefícios. Mulheres de 40 são bem resolvidas com suas escolhas, muitas delas continuam solteiras ou estão novamente solteiras por opção, continuam bonitas, gostosas e com a vida sexual tinindo – justamente porque estão mais maduras. E vice-versa.

Maturidade sexual resolve metade das neuras que a gente tem.  E o reflexo dessa independência emocional é mais orgasmos para nós e para vocês. A última coisa que uma mulher bem resolvida vai pensar é: dou? Não dou? Ele vai me achar fácil? Ele vai me ligar no dia seguinte? Se essa mulher gostou de você, ela certamente vai querer transar porque é assim que conhecemos melhor as pessoas. E é a parte mais divertida. Essa mulher já sabe disso.

Mas vamos ao principal. Na cama você vai encontrar uma parceira sexual e não apenas uma coadjuvante. Eu sei, as novinhas estão safadas e dispostas a fazer tudo. Imagino como deve ser sedutor. Mas não é disso que eu falo. Fazer tudo tem uma carga enorme de curiosidade, experimentação e insegurança. A gente faz tudo porque não sabe exatamente o que gosta. E a gente só sabe o que gosta com experiência.

Com uma mulher na faixa dos 40 você vai para cama com uma certeza, ela vai gozar. Com ou sem a sua ajuda. Ela sabe como, quando e de que jeito mais gosta e não vai deixá-lo às escuras, tateando o interruptor num quarto desconhecido. Tenho certeza de que você me entende.

Ah, mas elas estão desesperadas, querendo casar, fazendo qualquer coisa para agarrar um homem, ouço por aí. Meu amigo, está na hora de rever suas crenças. Movimento feminista não serve só para reclamar de fiu fiu na rua. Muitas mulheres, e eu conheço algumas, nem cogitam ter filhos e muito menos estão desesperadas para casar com um sapo e ser infeliz para sempre. Quem não quer dividir a vida com uma pessoa bacana? A maioria. Mas enquanto isso não acontece, essas mulheres estão por aí se divertindo. E transando sem culpa.

Uma amiga se divide entre dois caras com menos de 30, que ela conheceu em aplicativos de relacionamento. Eles poderiam estar por aí, pegando novinhas, mas não saem do pé dela. Porque ela é legal e porque eles têm algo em comum, o sexo, que vai bem, obrigada.

Tem mais uma coisa que você vai adorar. Ela vai te bajular. Dizer o quanto você é gostoso, como seu pau é lindo, como você faz isso ou aquilo bem. Te convidar para ir à casa dela no meio da tarde ou da madrugada. Vai sorrir satisfeita, quase agradecida, pelo sexo incrível. Só não espere que ela queira dormir de conchinha. A gente até pode querer, só não temos pressa.

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Pior pesadelo, além de homem broxa, é aquele que demora para gozar

eterno enquanto duro

Se a gente fosse medir o sucesso de uma relação sexual pelo tempo que ela dura, chegaríamos à conclusão de que somos fracassados, segundo os inúmeros estudos que estão disponíveis. Não gosto muito de fazer comparações baseadas em pesquisas por duas razões. Primeiro porque as pessoas mentem sobre seu desempenho.

Segundo porque o que pode ser bom para alguns talvez seja um pesadelo para outros. Hoje quando ouço alguém dizer que transa todos os dias, duas, três vezes, só penso: que coisa de adolescente, adulto quer mesmo é gozar e dormir de conchinha. Brincadeiras à parte, você só deveria se preocupar com a duração de uma transa, se tiver ejaculação precoce (menos de um minuto) e se sempre deixa suas parceiras a ver navios. Mas a realidade é que 28,5% dos brasileiros estão insatisfeitos com o tempo de seu gozo.

Há inúmeros estudos que indicam o tempo ideal. Um deles aponta que o intervalo entre a penetração e ejaculação deveria durar entre um e 10 minutos. Outro diz que as relações duram de 33 segundos a 44 minutos. Obviamente, se você não se encaixa no padrão longa-duração, começa a se questionar por que isso acontece.

Que seja eterno, enquanto duro, sempre falo. Nada pior do que tentar prolongar o sexo quando o tesão já foi embora. Todo mundo, as mulheres inclusive, passado o fervor da juventude, desenvolve seus métodos e seu tempo. Ao menos deveria.

Homens mais jovens tendem a aguentar firmes e fortes durante 6,5 minutos. Os mais velhos duram 4,3 minutos. Enquanto que o tempo mediano (calculado entre a maioria que deu respostas próximas) fica em 5,4 minutos.

Honestamente, não faço a menor ideia do ideal. A gente já leva neuras demais para a cama, além do tesão, para ainda querer cronometrar o tempo que demora para gozar. Sim, no sexo, até os segundos contam, mas não é exatamente a duração entre a penetração e a ejaculação que faz a real diferença.

Não conheço nenhuma mulher que reclame do sexo porque o parceiro aguenta quatro ou seis minutos. As reclamações são de outra ordem. Muitas dizem que o pior pesadelo, além de homem broxa, é homem que demorar demais para gozar.

Sabemos que isso pode ser causado por estresse, por causa de medicação. Antidepressivos são um balde água fria na vida sexual de homens e mulheres. A gente entra em campo, mas pode demorar o tempo de uma partida de futebol para gritar gol. Tem gente que desiste.

Se você é um cara que tem certa dificuldade para chegar aos finalmente, nunca, jamais, em hipótese nenhuma faça ou deixe sua parceira gozar antes de você. Depois do orgasmo, o nível de lubrificação despenca e quanto mais tempo leva mais desagradável fica.

Pra tudo isso existe um único remédio. Detesto me repetir, mas o que serve para o apressadinho e para o devagar-quase-parando são as preliminares. Primeiro porque elas agregam tempo imaginário ao sexo e podem dar aquela falsa, mas necessária, impressão de que a gente passou um tempão transando. Beijar, acariciar, tirar a roupa e tudo mais entram na contagem psicológica.

Sexo oral e masturbação são tão ou mais prazerosos do que a penetração em si, e muitas vezes subestimados. Se você capricha, o orgasmo da mulher pode acontecer logo depois da penetração. Ela estará subindo pelas paredes e implorando para gozar. Isso significa que vai agradecer se você resolver a sua parada em cinco minutos e deitar ao seu lado abraçadinho.

O pós-sexo também prolonga a tal sensação de tempo de uma trepada. Não saia correndo para entrar no banho ou num táxi, se quiser apelar para esse trucão. Pau duro pode ser a metade da solução. A outra é um tanto de mise en scéne e psicologia.

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